Banco Gafanhoto na Bienal de Design 2015

Bienal Brasileira de Design – 2015 Floripa escolheu para essa edição, de 15 de maio a 18 de julho, a temática DESIGN PARA TODOS. Tema que vem de encontro ao nosso; Por uma sociedade mais justa, mais verde e mais gostosa de se viver. Para todos!
A LAO foi selecionada para participar da exposição com o BANCO GAFANHOTO. Um banco-playground, com múltipla função, (lazer, recreação e ócio).
Ao incorporar recreação ela quebra o paradigma da função específica em um mobiliário urbano.
Levamos para um ambiente externo e público os conceitos de fisioterapia e terapia ocupacional através da recreação, possibilitando o usuário sair do ambiente fechado para a prática ao ar livre.
Nosso objetivo é aproximar e fazer interagir pessoas de diversas faixas etárias, condições físicas, culturais e sociais.

Nome do produto: Banco Gafanhoto
Empresa: LAO Design & Engenharia Sustentáveis
Cidade: Cotia – SP
Ano de lançamento: 2013
Designers (autoria do projeto): Ciça Gorski e Lao Napolitano
Materiais: Madeira (Cumarú) e perfis metálicos
Dimensões: 2,00 x 1,60 x 1,04 (altura)

Descrição

O que é essa peça? Um banco-brinquedo.

Quais são as suas funções? Os usuários podem utilizar de diversas formas: Se sentados, será como um banco. Se deitados com as costas apoiadas, será uma espreguiçadeira. Se deitados apoiados de barriga para baixo, será um equipamento suporte de recreação que deixa o tronco apoiado e braços livres para brincar.

Quais são os materiais empregados? Tubos de aço e madeira

Houve preocupação de atendimento à diversidade do ser humano (conceito de design para todos)? Sim

Qual o público-alvo? Usuários de todas as faixas etárias e inclusão de usuários paraplégicos.

O produto ou alguma de suas versões se dirige às classes C ou D? Se dirige a todas as classes, por ser um produto destinado a parques e praças públicas e particulares.

Destina-se a uso individual ou coletivo? Se for uso coletivo, explique as condições em que isso se dá. Individual e coletivo. Ao combinar o banco Gafanhoto com outro(s) banco(s) Gafanhoto surge a possibilidade de iteração de usuários.

Como é, em síntese, o processo de fabricação? Envolvem três frentes de trabalho: serralheria, marcenaria e pintura. Na serralheria, são cortadas e soldadas todas as peças que comporão a estrutura. Acabada esta etapa, a peça é submetida a pintura. Na sequência são cortados e parafusados os deques de madeira sobre a estrutura metálica. Por fim é dado o acabamento, onde há preocupação em eliminar todos os cantos vivos arredondado suas quinas.

Quais foram, em síntese, as intenções e desafios do projeto? Desenvolver um produto inclusivo, atraente para todas as pessoas, de baixo custo e baixa manutenção.

O que motivou você ou sua empresa a essa criação? Quando fomos chamados a participar da criação do projeto Anna Laura Parque para Todos, por convite do Rudi (fundador presidente), topamos na mesma hora pois tem tudo a ver com os nossos princípios e ideais. Nossa missão é contribuir para um mundo melhor através de iniciativas de lazer e recreação. Projetamos produtos que valorizam a conquista da cidadania e do auto desenvolvimento, fortalecendo a diversidade e qualificação do ser humano.

Quais foram os principais desafios ocorridos durante o desenvolvimento do projeto? Equacionar função, estética e inclusão.

Inspiração? Natureza

Características? A peça possui um assento, projetado para que um cadeirante possa fazer a transposição de sua cadeira de rodas para o equipamento. Assim que sentado pode debruçar-se sobre o respaldo inclinado, que têm inclinação e alças laterais que promovem segurança e facilidade para que o usuário possa arrastar-se até o topo, proporcionando liberdade para os braços.

Quais os diferenciais e os aspectos inovadores da sua peça? Esta peça tem múltipla função, (lazer, recreação e ócio) o que a torna atraente para um público diverso. Ao incorporar recreação ela quebra o paradigma da função específica em um mobiliário urbano. Inovamos também ao levar para um ambiente externo e público os conceitos de fisioterapia e terapia ocupacional através da recreação, estamos dando a possibilidade de sairem de um ambiente fechado para a prática ao ar livre.

Qual a visão ou o desejo que embasa o seu projeto? Que o moveu nesse projeto?Quando projeto um produto penso em como ele pode ser uma ferramenta para que as pessoas se desenvolvam, tirem partido dele em todos os níveis: social, físico e espiritual. O produto é um meio e não o fim do processo que almejo. Espero com este banco aproximar e fazer interagir pessoas de diversas faixas etárias, condições físicas e sociais.

Casa Pinha no G.H. Senac de Campos do Jordão

Vista da área com casa Pinha ao fundo.

A convite da designer de interiores Lia Strauss e do Grande Hotel Senac, o engenheiro Lao Napolitano desenvolveu um playground multifuncional que tem como atração principal a casinha, batizada de Casa Pinha.

Fruto da araucária, a árvore-símbolo de Campos do Jordão, a pinha inspirou o traçado desta casinha suspensa, construída na área externa do hotel de Campos do Jordão, situada na Serra da Mantiqueira, no interior paulista.

Vista Geral do playground Multifuncional

A casinha e a trilha que leva a ela são suspensas por troncos de eucaliptos autoclavados, posicionados em “X”. As paredes e o teto são de taubilhas de pinos e são forrados internamente por placas OSB (sigla em inglês para painel de tiras de madeiras orientadas). Os batentes das portas e janelas são de réguas de cumaru. O piso é, também, de cumaru, com estrutura de barras metálicas.

O trajeto de acesso ao refúgio, que mede cerca de 15 metros, começa com duas plataformas em níveis distintos, com pisos idênticos ao da casa. Ligada a elas, há uma extensa ponte-desfiladeiro, composta por troncos de eucaliptos, presos por cabos de aço, e redes de proteção de cordas de poliéster.

Mais adiante, uma travessia formada por um único tronco ladeado por fitas de polipropileno trançadas, ligadas a duas toras laterais onde os pequenos aventureiros se apóiam durante a passagem, leva à Casa-Pinha.

Panorâmica do brinquedo

Para subir no brinquedo, a criançada pode usar, ao longo do percurso, duas miniparedes escalada, formadas por estruturas metálicas e de madeira (itaúba), superfícies de tábuas de cumaru e agarras de resinas de poliéster e areia. Para descer, é possível deslizar por dois escorregadores de plástico reciclado pós-consumo e por um corrimão de bombeiro. Uma escada metálica oferece as duas opções.

De acordo com Napolitano, “todas as conexões são feitas com parafusos, ao invés de pregos, que são cobertos com calotas de plásticos reciclados pós-consumo, e todas as extremidades do modelo são abauladas, para evitar arranhões nas crianças”, afirma. Ele também conta que a peça pode ser adaptada a diferentes tamanhos e características dos ambientes.

Ibirapuera ganha playground ecológico e acessível

Forró 01- Brinquedo Inclusivo, com design universal

Nesta foto podemos observar o piso de borracha em volta do brinquedo

Interação. Esta, que pode ser uma das maiores dificuldades das crianças com deficiência física, deu corpo a um brinquedo gigante, instalado no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. A peça, criada pelo designer Lao Napolitano, da Lao Engenharia Sustentável, teve a consultoria do LESF (Lar escola São Francisco), respeitado centro de reabilitação, que atua em parceria com a Universidade Federal de São Paulo.

Batizado de Forró, que significa “para todos”, o brinquedo mede 19m x 24m e é composto por um percurso em forma de “X” recheado de opções de diversão, que despertam a criatividade e diminuem as distâncias entre os pequenos. Nele, a meninada, com idade entre de 2 a 10 anos, pode subir e descer em trepa-trepas, explorar sons num xilofone, jogar em painéis multicoloridos, além de criar suas próprias brincadeiras.

“A brincadeira tem poderes inestimáveis. É brincando que fazemos nossas grandes amizades, aquelas que levamos para a vida toda, descobrimos nossos talentos, nossa força, superamos medos…” afirmou o designer. “Quem brinca quando é pequeno tem grandes chances de se tornar um adulto confiante”, completou.

O modelo possui estrutura de madeira, das espécies cumaru, itaúba e garapeira, consideradas como alternativas às mais nobres, que estão em extinção, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os corrimãos e os trepa-trepas são de aço carbono, que também é base dos demais componentes metálicos.

Detalhe das crianças brincando no Painel Pictograma

Os cilindros do xilofone, presos à estrutura por finos cabos de aço, são de alumínio. O painel “Pictograma” é feito de laminados com resina e cubos de madeira, e o “Girabolinha” de acrílico com bolas de pingue-pongue. Ambos têm fechamento de placas de compensado revestidos por resina.

O entorno do Forró, que está instalado ao lado da marquise, nas proximidades do auditório, é recoberto por um piso emborrachado, produzido com materiais reciclados.Este piso além de garantir segurança nas quedas, comuns ao ato de brincar, proporciona acesso às cadeiras de rodas.